ESTUDO APONTA QUE CONSUMO DE CAFÉ PODE REDUZIR RISCO DE DIABETES

25/04/2014 – Aumentar em uma xícara e meia o consumo de café em um período de quatro anos ajuda a reduzir em 11% o risco de diabetes, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (24) na revista “Diabetologia”, da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes.

Há tempos se associava uma incidência menor do diabetes tipo 2 com o consumo de chá e café, e os cientistas observaram esta relação de perto.

Os autores determinaram que as pessoas que aumentaram o consumo de café em mais de uma xícara por dia durante quatro anos apresentavam um risco 11% menor de contrair diabetes tipo 2 com relação àquelas que não modificaram seus hábitos de consumo.

Ao contrário, os pacientes que reduziram o consumo de café em pelo menos uma xícara apresentaram um risco de desenvolver diabetes tipo 2 superior 17%. Não foi detectado um impacto do consumo de chá e café descafeinado no risco de diabetes.

Aqueles que mantiveram um nível elevado de consumo de café, de 3 xícaras de café ou mais, apresentaram um risco de diabetes ainda menor, 37% inferior ao de consumidores moderados, que consomem uma xícara ou menos por dia.

“As mudanças nos hábitos de consumo de café parecem impactar o risco de diabetes em um prazo relativamente curto. Nossas pesquisas confirmam estudos prospectivos anteriores segundo os quais um consumo maior de café era associado a um risco menor de diabetes tipo 2”, afirmaram os autores.

Fonte: France Presse Via Bem Estar (G1)

Alimentos/EUA: CDC mostra progresso pequeno no combate a contaminação

 

Nova York, 17/04/2014 – Os esforços para reduzir a taxa de doenças causadas por alimentos contaminados nos Estados Unidos tiveram resultado ainda pequeno em 2013, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).
As infecções por campylobacter, bactéria geralmente associada a aves, leite e derivados, cresceram 13% desde o período 2006-2008. Já as contaminações por vibrio, bactéria encontrada em frutos do mar mal cozidos, atingiram o nível mais alto já registrado desde 1996. Apenas as infecções causadas pela variante Vibrio vulnificus, que é a forma mais severa, permaneceram estáveis.
A exceção foram as infecções por salmonela, a causa mais comum de intoxicação alimentar nos EUA. A taxa caiu 9% no ano passado em relação ao período 2010-2012 e se igualou ao registrado no período 2006-2008, segundo a agência norte-americana. Uma das razões apontadas para a queda foram as medidas para reduzir a contaminação em ovos.
Todo ano, cerca de 48 milhões de pessoas contraem doenças causadas por alimentos contaminados, estimou a agência. Os dados divulgados nesta quinta-feira foram baseados nos casos relatados à FoodNet, uma rede de vigilância que alcança 15% da população dos Estados Unidos. No ano passado, a rede registrou 19 mil casos de infecção, sendo que 4,2 mil pessoas foram hospitalizadas e 80 morreram. Dos nove germes e bactérias monitorados pela FoodNet, sete afetaram principalmente crianças.
“Este ano os dados mostram algum progresso em reduzir as infecções por salmonela, e também reforçam que nosso trabalho está longe de terminar. Para manter as taxas em queda, precisamos trabalhar junto à indústria de alimentos e ao governo para implementar medidas mais duras e controlar os riscos conhecidos e detectar germes em alimentos aparentemente acima de qualquer suspeita”, declarou Robert Tauxe, chefe de departamento do CDC. Fonte: Dow Jones Newswires.
Fonte: Agência Estado

Metade das famílias já compra café em cápsulas

 

 

capsula-espressione-caixaAs cápsulas de café já entraram em metade das casas em Portugal. Segundo dados da consultora Kantar Wordpanel, a penetração deste produto duplicou em dois anos, chegando a 49,5% dos lares no ano passado.

Em 2010, apenas 14% das famílias consumiam café em cápsulas. Em 2011, esta percentagem alcançava os 26% e em 2012 chegava a 38%. “O consumo de café em casa é uma tendência dos últimos quatros anos em consequência do maior consumo alimentar dentro do lar, bem como do desenvolvimento da oferta de café em cápsulas, que foram muito bem recebidas pelo consumidor português”, explica ao SOL um dos directores da consultora, Paulo Caldeira.

A empresa de estudos de mercado baseou-se numa amostra de 4.000 famílias de Portugal Continental. Há alguns anos, o preço elevado dos produtos era visto como entrave à massificação do consumo. Mas a vontade de levar para casa a mesma qualidade das refeições e experiências gastronómicas fora da habitação aqueceu a procura.

Ao mesmo tempo, as máquinas de café em cápsulas passaram a ter preços mais baixos – e a estar disponíveis em grandes superfícies, que apostaram forte nesta categoria – e tornaram-se um luxo acessível.

Segundo Paulo Caldeira, todos os grupos sociais aderiram – o consumo menos expressivo é entre os reformados. E, ainda que haja “grandes diferenças entre lares, mediante as diferentes intensidades de consumo, em média gastam-se perto de 68 euros por ano em cápsulas”.

“Em 2013, o hábito de comprar estes produtos teve uma frequência média de 7,4 vezes por ano e em média os compradores gastaram nove euros em cada acto de compra”, detalha.

Apesar de as embalagens de 250g de café moído continuarem a ser o segmento mais importante no volume total de café comprado pelos portugueses, com 41%, as cápsulas estão a subir: tinham 33,9% do mercado em 2013.

De acordo com a Associação Industrial e Comercial de Café (AICC), 80% dos portugueses bebem café diariamente. ‘Tomar a bica’ e ‘ir ao café’ são traços distintivos da cultura nacional. Mas Portugal está a adoptar padrões europeus. “O consumo em casa tem aumentado nos últimos dois anos, registando-se uma aproximação aos hábitos no resto da Europa, ou seja, uma redução do peso do consumo em cafés, restaurantes e hotéis no consumo total”, aponta o presidente da AICC, Rui Nabeiro.

O dirigente explica que “as vendas no retalho têm contribuído para a dinamização do sector”. Segundo dados da Nielsen citados por Rui Nabeiro, as cápsulas tiveram no início do ano um aumento da quota de mercado: em valor subiu 46%, para 105 milhões de euros, e em volume cresceu 30%, para 2.586 toneladas.

Contudo, antecipa, “não esperamos um grande aumento do consumo de café em Portugal nos próximos tempos”.  ( Extraído de: sol.sapo.economia Março 13, 2014)

Café efeitos positivos que ele propicia na performance esportiva

14/04/2014

Dia do café: efeitos positivos que ele propicia na performance esportiva

O café deixa de ser o vilão e passa a desempenhar funções como aumento da capacidade de concentração, diminuição do desânimo e ação positiva na performance

Por Cristiane Perroni Rio de Janeiro

cafe (Foto: Getty Image)

Café é um aliado no desempenho esportivo (Foto: Getty Image)

No dia 14 de abril comemora-se o Dia Internacional do Café e o nosso cafezinho voltou ao cenário mundial deixando de ser o vilão (causador de problemas estomacais, estresse e distúrbios do sono), passando a desempenhar funções importantes como aumento da capacidade de concentração e atenção, diminuição do desanimo e da apatia e ação positiva na performance esportiva.
O café é uma bebida produzida a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro, servido tradicionalmente quente, mas também pode ser consumido gelado. É uma das bebidas mais consumidas no mundo.
É considerado um estimulante por possuir cafeína, que chega às células do corpo em menos de 20 minutos após a ingestão do café. É um derivado da xantina com ação estimulante do Sistema Nervoso Central, entretanto não é considerada uma droga terapêutica e apresenta baixa indução a dependência a sua utilização.
Encontrada naturalmente nos alimentos (café, chocolate, guaraná, mate), bebidas a base de cola (refrigerantes), preparações e como suplemento nutricional, cápsula ou pó, principalmente em suplementos denominados “pré treinos e termogênicos”. Não possui valor nutricional.

Tem sido amplamente utilizada como recurso ergogênico na prática esportiva com o objetivo de retardar a fadiga, ter efeito estimulante, aumento da performance em exercício de força e principalmente em exercícios aeróbicos e aumentar a oxidação de lipídeos (mobilização\ queima de gordura)
É muito utilizada por atletas, principalmente ciclistas e corredores de média e longa distância, principalmente após ter sido removida da lista proibida da World Anti-doping Agency (Wada).
Estudos mostram eficácia na utilização de 3 a 6 mg de cafeína\ kg de peso.
A ingestão de altas doses de cafeína, 10 a 15mg\ kg peso, podem alcançar valores tóxicos e existem pessoas que são mais sensíveis do que outras.
Efeitos adversos da sua utilização em altas dosagens: tremor, insônia, nervosismo, ansiedade, irritabilidade, elevação da pressão, náuseas, desconforto gastrointestinal e problemas estomacais (principalmente utilizada sozinha e em jejum).
Atletas que utilizam muitos géis ou jujubas de carboidratos (fontes de cafeína) e cápsulas de cafeína precisam ter cuidado para não apresentarem urgências intestinais durante treinos ou provas (1 gel de carboidrato contém em média 20mg cafeína, existem ainda versões com doses bem maiores) . Para indivíduos mais sensíveis à cafeína podem ser usados gel ou jujuba sem cafeína.

TABELA produtos cafeína Eu Atleta (Foto: Editoria de Arte)

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

Tomar cafe pode ajudar a evitar cancer de figado

O hábito de tomar café diariamente pode proteger as pessoas de desenvolver a forma mais comum de câncer de fígado, sugere estudo divulgado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia.
“Agora podemos acrescentar o carcinoma à lista de eventos como Parkinson, diabete tipo 2 e acidentes cerebrais vasculares, que podem ser prevenidos com o café”, disse V. Wendy Setiawan, professor de medicina preventiva da universidade.
A descoberta foi anunciada no encontro anual da Sociedade Americana de Pesquisa do Câncer, e é considerada preliminar por ainda não ter sido publicado em revista científica.
O estudo inclui 179.890 homens e mulheres de diversas raças nos EUA. Eles foram acompanhados por até 18 anos para o rastreamento de seu consumo de café e seus estilos de vida.
Ao final, 498 dos participantes desenvolveram um carcinoma hepatocelular. Os pesquisadores encontraram uma relação dose-dependente entre o fato e o consumo de café.
Especificamente, quem bebia de uma a três xícaras por dia tinha uma chance 29% menor de ter o câncer, comparadas a pessoas que bebiam menos de 6 xícaras por semana. E as pessoas que bebiam mais de quatro xícaras por dia apresentaram um risco 42% menor.
Um em cada 81 homens e uma em 196 mulheres terão um câncer de fígado no curso de suas vidas, de acordo com a Sociedade Americana do Câncer.
Uma redução de risco de 29% abaixa as chances de diagnose de um para 104 em homens e de uma em 253 para mulheres, de acordo com o Medical Xpress.
Fonte: Portal O Debate

Gourmet por quê?

 

Dizem por aí que o mundo do café especial é um caminho sem volta. Será? A Revista Espresso foi à procura de respostas que expliquem o sucesso dessa bebida tão encantadora. Sim, pois é um sucesso. Enquanto o consumo de cafés tradicionais cresce em torno de 2%, o consumo de cafés especiais, bate os 15%, anualmente no mundo. Lembrando que esses cafés podem custar até 40% a mais que os rótulos tradicionais, segundo dados da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais). Além disso, especialmente no Brasil, mesmo em tempos de retorno da inflação, a cada dia são novas marcas, novas cafeterias, novas microtorrefadoras investindo nesse precioso nicho.

Precioso sim. No mercado desses cafés, a fruta do cafeeiro é tratada como uma joia, com cuidado, atenção, carinho, tudo para trazer notas sensoriais excepcionais, como poderá observar nas próximas páginas. São aromas envolventes, de flores, mel, baunilha, e sabores exóticos, como xarope de maple, chá de jasmim, pimenta, ervas…

Mais que um agrado para o olfato e para o paladar, o café especial traz um importante elemento para a mesa e para o balcão: a preocupação com a sustentabilidade ecológica e social. Em geral, o produtor que dedica mais de seu tempo, de seu custo e de sua energia para produzir um café desse tipo faz parte de uma cadeia produtiva mais justa e consegue negociar de maneira mais fácil diretamente com donos de cafeterias e torrefadoras. Vai dizer que não é mais gostoso tomar uma xícara sabendo que, ao consumi-la, você está beneficiando aquele cafeicultor citado no rótulo que ralou dia e noite para te proporcionar esse deleite?

É exatamente nas cafeterias que está se difundindo uma nova cultura da bebida. Não apenas de outras possibilidades do cafezinho, que não é mais apenas aquele espresso ralo ou aquele coado amargo que víamos tristemente pelo País afora. Hoje, nos quatro cantos do Brasil, as cafeterias cativam consumidores que apreciam a bebida em misturas quentes ou frias, em drinques, em preparos diversos, acompanhada de bons quitutes e servida em um ambiente acolhedor, cheio de charme. É nesses espaços que o apaixonado por café começa a perceber que o grãozinho tem outra serventia. Que não é só cafeína para o dia a dia, mas um alimento que pode ser sofisticado e saudável.

E, se há alguma dúvida ainda em relação às propriedades funcionais da bebida, nas mais recentes pesquisas sobre o tema, só se vê boas notícias. A xícara nossa de cada dia, quando consumida com moderação, pode fazer muito bem à saúde. Mas, lembre-se, a xícara de café bom, especial, gourmet, de qualidade, feita com seriedade e muita dedicação. Nada de ficar tomando aquele café ruim, cheio de defeitos e impurezas, torrado como carvão, preparado há horas e depois vir dizer que ataca a gastrite. Tome uma xícara de café especial de verdade e depois nos conte sobre sua experiência. Certamente, será apenas de um ritual de muito prazer e satisfação para compartilhar com os amigos e com a família.

BALAIO DE SENSAÇÕES

Como um jogo de esconde-e-mostra, o café torrado guarda cerca de 800 espécies moleculares voláteis, que podem gerar centenas de aromas perceptíveis às terminações nervosas de nosso nariz. Da mesma forma, a bebida pode estimular diferentes sensações de gosto, unindo em nossa boca, não apenas na língua, centenas de combinações do doce, do salgado, do amargo, do ácido e também dos aromas. Ou seja, um sem-fim de possibilidades quando se trata de olfato e paladar. Não que outros cafés não possam vez ou outra apresentar essas características deliciosas, mas os cafés especiais, em teoria, são produzidos – desde a escolha da variedade, passando pelo manejo da lavoura, pós-colheita, beneficiamento, torra, embalagem e preparo –, com um foco claro e gigantesco nas qualidades sensoriais da bebida. Resumindo, é um café feito especialmente para causar boas sensações (e não caretas) em quem o bebe.

CAFEINADO OU VITAMINADO?

Quando se fala em propriedades do café, em geral, lembra-se da cafeína e alguns de seus malefícios e também benefícios. No entanto, a bebida feita a partir do famoso grão possui centenas de outras substâncias químicas, incluindo os ácidos clorogênicos, que são antioxidantes (sim, aqueles que evitam o envelhecimento), fibras, niacina (vitamina B3), cálcio, magnésio, ferro, zinco, potássio e sódio. O que a torna, quando consumida moderadamente e adequadamente (em termos de qualidade e preparo adequado), bastante benéfica à saúde humana.

Alguns estudos indicam desde razões de estímulo ao cérebro, como prevenir a depressão, diminuir o estresse e estimular a inteligência, a outros benefícios, como ao sistema digestivo, à prevenção de doenças cardiovasculares e mesmo do alcoolismo, por contar com a presença desses compostos.

Acontecem simultaneamente em dezenas de países milhares de pesquisas sobre os efeitos da bebida que, atualmente, é a mais consumida em todo o mundo após a água. Algumas delas trazem resultados mais claros e confiáveis, outras, não. Mas a bebida é recomendada pelo FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos, um dos órgãos governamentais mais respeitados do mundo em estudos na área, e pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Ambos recomendam um consumo de 4 a 5 xícaras diárias. Dose razoável, não?

BEBIDA ESTILOSA

De seu nascimento um tanto primitivo, em que se colhia frutinhas em um arbusto selvagem para fazer pastas e sucos, o ato de tomar um café foi ganhando com o passar dos séculos contornos de elegância e charme, especialmente na Europa. Hoje, é um produto considerado gourmet, como o azeite, o chocolate e o vinho, no entanto é um dos mais acessíveis, por seu preço e pela facilidade em encontrá-lo.

Em muitos países, nos quatro cantos do mundo, bebe-se café em qualquer boteco na esquina, em restaurantes ou em redes de cafeterias. Essas últimas ganharam força na década de 90, com espaços acolhedores, que convidam os clientes a ficar, trabalhar com seus laptops, encontrar os amigos e fazer reuniões de trabalho. Para Vanúsia Nogueira, diretora executiva da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), com a ampliação dos investimentos que as redes vêm fazendo na aquisição de cafés especiais, gourmets e diferenciados, cria-se uma combinação perfeita: o agradável ambiente do local e um excelente café a ser degustado. “Essa cultura contribui, portanto, ao atrair e aproximar uma população que talvez ainda não conhecesse o mundo dos cafés especiais.”

Cafeterias como as americanas Stumptown e Intelligentsia, a inglesa Square Mile e as paulistanas Coffee Lab, Sofá Café e Octavio Café são alguns exemplos de casas que fizeram essa aposta e estão criando tendência. O empresário Bruno Souza vai na mesma toada. Proprietário da torrefadora Brazilian State Coffee Corporation e da Academia do Café (escola situada em Belo Horizonte que ganhou recentemente uma cafeteria), ele considera que essa é uma nova onda do café e que as cafeterias precisam assumir o papel de trazer qualidade e informações ao consumidor. “A escola e o coffee shop são essenciais para apresentar esse café mais qualificado para o consumidor, é um contato direto, por meio de baristas empenhados, que são pesquisadores, que buscam essa qualidade”, explica.

Com uniformes estilosos, alguns com macacões, chapéus e tatuagens homenageando a bebida, os profissionais que se destacam na área estão a cada dia sendo mais prestigiados por seu profundo conhecimento, que inclui desde a fazenda até a torra, métodos de preparo, manutenção de máquinas e, especialmente, em como passar todo esse conhecimento para o consumidor. “Não dá para transformar um café ruim num café bom, mas um barista pode transformar um café especial em uma experiência excepcional”, Ana Claudia Vieira Martins, experiente degustadora da empresa de exportação Unicafé, que acompanha de perto esse mercado.

Como acontecem com grandes chefs de cozinha, o público vem reconhecendo esse papel e alguns baristas estão conquistando uma legião de fãs. Esse grupo de aficionados, também conhecidos como coffee lovers ou coffee geeks, faz de tudo por uma boa xícara, corre para conhecer a mais nova cafeteria da cidade e encomenda a mais moderna máquina de espresso antes de ser lançada. E isso tudo faz parte de um estilo de vida moderno e urbano, de toque retrô, que resgata, por exemplo, o hábito de tomar café coado no pano. “É uma clientela assídua que quer coisas diferentes. Uma acidez maior, uma nota de chocolate, aromas exóticos. São já apreciadores de vinho, da boa comida, gostam do sabor e consideram o café comida, tão importante quanto qualquer outra”, conta Bruno. Com informações da Revista Espresso

14 de Abril – Dia Internacional do Café

Se Minas fosse um país, seria o maior produtor mundial de café. Para se ter uma ideia, no ano-safra 2012/2013, uma em cada cinco xícaras de café consumidas no mundo saiu de Minas Gerais. O grão é cultivado em 607 dos 853 municípios do Estado, sendo a principal atividade econômica em 340. Mais de quatro milhões de mineiros dependem, direta ou indiretamente, da cafeicultura para seu sustento, o que mostra sua importância não apenas econômica, mas também social.

Nestes quase três séculos de cultivo do café no Brasil, foram muitos os avanços e conquistas dos produtores, entidades de pesquisa e de suporte ao setor: “Cada vez mais, o mundo reconhece o Brasil como grande produtor. E mais importante, como produtor de cafés de excelente qualidade”, destaca o diretor da FAEMG e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Breno Mesquita. “Temos hoje o resultado de muito trabalho do produtor, que viu nos cafés especiais um mercado em constante crescimento, acreditou e investiu na produção de grãos de alta qualidade como alternativa à produção de simples commodity”.


Breno Mesquita, Presidente da Comissão Nacional de Café da CNA e Diretor da FAEMG

Com tantos motivos para comemorar, ele destaca que a data este ano será ofuscada por uma inimiga comum do agronegócio neste início de ano: “Há grande preocupação em função da seca que atingiu todo o cinturão produtor, especialmente em Minas Gerais. Já sabemos que haverá queda na safra 2014/15 e também na seguinte, de 2015/16. Nosso maior receio é perdermos na qualidade que conquistamos, e deixarmos de oferecer ao mundo um tipo de café que só se produz no Brasil”.
O café em MG
A safra 2013 totalizou 49,15 milhões de sacas em todo o país. Deste total, 27,66 milhões (cerca de 56%) tiveram origem em Minas Gerais, em área plantada de 1,03 milhão de hectares, distribuídos por mais de 600 municípios. Segundo a OIC, a produção mundial no período foi de 144,61 milhões de sacas, o que confirma a participação mineira da ordem de 19%. Para 2014, safra de ciclo baixo, a produção esperada para o país é de cerca de 47 milhões de sacas, sendo 25,7 milhões produzidas em Minas Gerais.
Em 2013, o café mineiro rendeu R$ 11,1 bilhões (produção e indústria), ou 8,6% do PIB do agronegócio mineiro, que somou R$ 142,56 bilhões.  O Valor Bruto da Produção de Café em 2013 somou R$ 14,13 bilhões, com a saca comercializada a um preço médio de R$ 288,84. O VBP do café representa 30,42% do valor da soma dos 20 principais produtos agrícolas de Minas Gerais. Para 2014, o VBP de café está estimado em R$ 8 bilhões.

Desafios

Lavouras com boa produtividade, fazendas que empregam grande quantidade de mão-de-obra, produção de cafés finos e campeões de Concursos de Qualidade são características da cafeicultura mineira.
Lavouras montanhosas respondem por cerca de 80% da cafeicultura mineira, produção que vem perdendo competitividade devido ao alto uso e custo com mão-de-obra.
Segundo Breno Mesquita, o maior desafio é o produtor se manter na atividade diante do elevado custo de produção, principalmente em momentos de queda de preços como observado no último ano.

Excesso de sódio causa riscos na alimentação infantil

shutterstock_55357006 (Small)

60% dos produtos industrializados contêm níveis de sódio superiores aos exigidos pela legislação brasileira

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, a demanda por alimentos industrializados no país aumentou consideravelmente nos últimos anos. Entre os destaques estão a carne de frango, com alta de 1,87% ao ano; carne bovina, 2,77%; leite de vaca, 2,29; iogurte, 2,97%; azeite, 3,06%; e queijo, 3,52%. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta que é preciso ter cuidado com os alimentos industrializados e ressalta que o padrão de qualidade dos produtos é extremamente importante para garantir uma alimentação rica e saudável, principalmente na infância.

“É comum que as crianças tenham um hábito de comer produtos mais superficiais, que não possuem a riqueza de nutrientes necessária ao organismo. Não é preciso proibir os pequenos de consumir tais produtos, mas cabe aos pais criar o hábito de ler o rótulo nutricional dos alimentos para garantir que o que os filhos estão comendo não é prejudicial à saúde”, explica o diretor da Unidade de Negócio de Alimentos do Grupo Bioagri, empresa que integra a Mérieux NutriSciences Company, líder mundial em análises em alimentos, Alex Fuganholi.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que seja consumido, no máximo, 5g de sódio por dia, ou seja, uma colher de chá. Mas, essa quantidade tem sido bastante ultrapassada no consumo. Prova disso é que 60% dos produtos industrializados contêm níveis de sódio superiores aos exigidos pela Anvisa. Entre esses produtos, se destacam a batata palha, salgadinhos de milho, biscoitos recheados, macarrão instântaneo, refrigerantes à base de cola e à base de guaraná. Se consumidos em excesso, podem causarsérios danos à saúde, como a hipertensão, insuficiência cardíaca e renal.

O sódio é considerado um vilão na alimentação infantil, uma vez que 60% dos produtos industrializados consumidos pela crianças possuem níveis de sódio superiores aos exigidos pela legislação brasileira, de acordo comuma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Não existem recomendações únicas, mas sim indispensáveis para uma dieta saudável. O consumo de uma variedade de alimentos “in natura”, por exemplo, que incluam pães, cereais, frutas e hortaliças, já contribui para que a alimentação infantil seja mais saudável. Além disso, os pais e responsáveis devem estar sempre atentos aos tipos de produtos consumidos pelas crianças, de forma a incentivar uma alimentação mais rica em nutrientes.

Diante desse cenário, um produto destinado para o consumo seguro deve atender a três métodos principais exigidos pelos órgãos regulamentadores. “Análises minuciosas são feitas para verificar e atestar que tudo está de acordo com as exigências legais, para que o alimente chegue à mesa do consumidor com segurança”, finaliza o diretor.

Sobre a Bioagri – a Mérieux NutriSciences Company

A Bioagri tem mais de 20 anos de atuação e é o maior grupo de laboratórios analíticos privado da América Latina em seu segmento. Com matriz em Piracicaba-SP, interior paulista, o Grupo Bioagri possui 17 unidades distribuídas em todas as regiões do Brasil, um laboratório na China, cerca de 31 mil m² de área útil de laboratórios e mais de mil colaboradores. A empresa oferece um escopo de análises de alta complexidade para registro e controle de qualidade de produtos, em cinco Unidades de Negócios: Agroquímicos, Alimentos, Ambiental, Bens de Consumo e Fármacos. A Bioagri faz parte da Mérieux NutriSciences, líder mundial em análises de alimentos, e um dos maiores laboratórios do mundo.

Sobre a Mérieux NutriSciences

A Mérieux NutriSciences tem sede na França e conta com mais de 70 laboratórios no mundo distribuídos por 19 países. É líder mundial em análises em alimentos atuando em controle de qualidade, auditoria (certificação de boas práticas de fabricação de produtos alimentícios), desenvolvimento de novos produtos através de estudos clínicos e sensoriais, consultoria e treinamento. Com mais de 40 anos de experiência, a empresa busca a melhoria da saúde pública, através de desenvolvimentos nutricionais e alimentos mais seguros, além de atuar na prevenção de doenças.

A empresa faz parte do Institut Mérieux, fundado há mais de 100 anos (1897) e presente em 150 países com 13 centros de Pesquisa &Desenvolvimento. São 10 mil colaboradores dedicados à melhoria da saúde pública global.

Tomar café pode ajudar a evitar câncer de fígado

Quanto mais, menor o risco de carcinoma hepatocelular

 

Café: quem bebia de uma a três xícaras por dia tinha chance 29% menor de ter câncer, comparando a pessoas que bebiam menos de 6 xícaras por semana
O hábito de tomar café diariamente pode proteger as pessoas de desenvolver a forma mais comum de câncer de fígado, sugere estudo divulgado ontem, da autoria de pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia.

“Agora podemos acrescentar o carcinoma à lista de eventos como Parkinson, diabete tipo 2 e acidentes cerebrais vasculares, que podem ser prevenidos com o café”, disse V. Wendy Setiawan, professor de medicina preventiva da universidade.

A descoberta foi anunciada no encontro anual da Sociedade Americana de Pesquisa do Câncer, e é considerada preliminar por ainda não ter sido publicado em revista científica.

O estudo inclui 179.890 homens e mulheres de diversas raças nos EUA. Eles foram acompanhados por até 18 anos para o rastreamento de seu consumo de café e seus estilos de vida.

Ao final, 498 dos participantes desenvolveram um carcinoma hepatocelular. Os pesquisadores encontraram uma relação dose-dependente entre o fato e o consumo de café.

Especificamente, quem bebia de uma a três xícaras por dia tinha uma chance 29% menor de ter o câncer, comparadas a pessoas que bebiam menos de 6 xícaras por semana. E as pessoas que bebiam mais de quatro xícaras por dia apresentaram um risco 42% menor.

Um em cada 81 homens e uma em 196 mulheres terão um câncer de fígado no curso de suas vidas, de acordo com a Sociedade Americana do Câncer.

Uma redução de risco de 29% abaixa as chances de diagnose de um para 104 em homens e de uma em 253 para mulheres, de acordo com o Medical Xpress. Com Informações do Planeta Sustentável.

Aplicativo diz se a cafeína anda atrapalhando o seu sono Café – Revista Cafeicultura

Quem nunca ouviu falar que o café, principalmente se consumido no fim do dia e de forma um pouco exagerada, pode atrapalhar o sono? E é verdade! Tendo em vista esse problema a Jawbone lançou o “Up Coffee”, um aplicativo  que monitora a quantidade de cafezinhos (ou chá, energéticos e outras bebidas cafeinadas) que você tomou durante o dia, sugerindo até mesmo o horário para encerrar a ingestão dessas bebidas.

Tendo como base a altura, peso e gênero da pessoa, o app  sugere o tempo estimado de decréscimo da quantidade de cafeína no corpo, alertando para caso o efeito de afastar a sonolência vá começar a gerar um quadro de insônia.

Quem tem a pulseirinha Up pode fazer o login e cruzar os dados do monitoramento de café do dia com a situação do seu sono durante a noite. Como tem gente que costuma ser mais resistente ao efeito da cafeína e não se incomoda com o consumo de café, os dados do sono, advindos da pulseirinha, podem ajudar a indicar com mais precisão qual a quantidade de café considerada “demais” para o seu organismo.

O Up Coffee está disponível gratuitamente na App Store e Google Play – e é compatível com dispositivos que possuem iOS 7. Com informações do Exame.com